OS TIBETANOS DE BERLIM

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Odair Deters

14/01/2013

Ao fim da segunda guerra, em 25 de abril de 1945, tropas russas que inspecionavam cuidadosamente as ruinas de Berlim, ao entrarem no grande salão de um edifício semidestruído por uma explosão depararam-se com uma cena bizarra. Caídos, dispostos em circulo, estavam os corpos de sete homens, seis deles formando um circulo e tendo ao centro o sétimo cadáver. Estavam todos vestidos com uniformes militares da SS e o morto do centro usava um brilhante par de luvas verdes.

Entre os nazistas o esoterismo sempre ocupou um lugar especial, e o ocultismo e uma das razões de ser do nacional-socialismo alemão. Os místicos nazistas criaram diversas sociedades secretas, como a Sociedade Thule, a Sociedade Vril, a Ordem do Sol Negro, entre outras. Um dos fatos mais curiosos e justamente o que envolve a colônia tibetana em Berlim.

Os nazistas empreenderam incursões no Tibet, na Ásia central, na Antártida, Ártico e em vários cantos do mundo onde buscavam aberturas para a Terra-oca, passagens para um mundo existente no interior do

Planeta Terra. Também confiscaram todos os objetos que possuíssem ou pudessem ser fonte de poderes metafísicos.

 

Ahnenerbe

Ahnenerbe [criada em 01/06/1935], era uma secretaria de pesquisa cientifica do Terceiro Reich diretamente ligada as SS [tropas de proteção do Fuher] entre uma das vertentes de pesquisa estava a de descobrir evidencias arqueológicas e antropológicas da origem da raça Ariana.

Em busca destes Mestres e de seus ensinamentos, os nacionalistas-místicos alemães começaram cedo a organizar expedições cientificas.

Jamais uma nação investiu tanto em pesquisa esotérica ate então [mesmo em plena guerra] muitas vezes disfarçada de interesse arqueológico, histórico, geológico, botânica ou linguística. Fala-se muito de  expedições nazistas ao Tibete, porem, na verdade, no período de guerra e depois da instituição da Ahnenerbe apenas uma expedição ao Tibete e registrada, entre 1938 e 1939, liderada por Ernst Schafer

[1910-1992]. O mesmo Schafer já havia realizado duas outras expedições anteriormente: 1931-32 e 1934- 36. Essa terceira expedição era composta de 5 acadêmicos e vinte membros da SS, como missão: estabelecer relações com os misteriosos habitantes de Agartha [Cidade existente no interior do Planeta].

Em sua missão, a equipe deveria explorar vários aspectos da cultura e da etnia tibetana:

historia, religião, perfil psicológico, anatomia, tudo para esclarecer se havia ou não parentesco genético entre os tibetanos e os antigos povos arianos. Também pretendiam obter provas contra a teoria de que o homem descende dos macacos.

Antes mesmo da Ahnenerbe ser criada, Karl Haushofer, que era membro da Thule-Vril, atuou, entre os  nacionalistas, como uma especie de consultor para assuntos do ocultismo do extremo oriente, instruindo os membros das expedições alemãs [civis] que partiram em busca da fonte do poder sobrenatural, a partir de 1926 [curiosamente, ano de fundação da Colônia Tibetana em Berlim].

Por sua experiência com a mística naqueles países asiáticos, Haushofer estaria envolvido com a implantação da colônia tibetana e com os imigrantes tibetanos que se instalaram na Alemanha nos anos seguintes [a 1926]. Embora muito se insista em tibetanos, o fato e que a colônia de Berlim, em todas as fontes históricas, e associada a uma Sociedade Secreta japonesa, e não tibetana; a Sociedade Ordem dos Dragões Verdes. Todavia, também e verdade que os Dragões Verdes tinham seus tentáculos na China e no Tibete, e registra-se também a união nipônico-alemã durante a Segunda Guerra.

Ao que indica essa Ordem dos Dragões Verdes, venho ate a Alemanha após a expedição que partiu em 1938 e voltou à Alemanha as vésperas da guerra, em 1939 trazendo consigo alguns adeptos nativos da Ásia. Estes, fundaram a Loja Tibetana em Berlim que foi denominada Society of Green Men. Na Society of Green Men o Mestre absoluto, acredita-se, era um daqueles orientais importados. Ele ficou conhecido como o Homem das Luvas Verdes.

Os Homens Verdes afirmavam que tinham contato direto com a central japonesa através do astral [espécie de pratica do sono consciente]. A certa altura dos acontecimentos, A Green Dragon Society teria enviado para Alemanha sete membros, legítimos asiáticos.

O Monge das Luvas Verdes

A colônia tibetana em Berlim foi instituída bem antes do começo da Segunda Guerra, em 1926 e continuou crescendo durante o conflito. Depois da ascensão dos nacionalistas ao poder, os tibetanos eram importados pela Ahnenerbe, [segundo alguns, a Ahnenerbe selecionava os imigrantes precisamente entre os chamados Irmãos da Ioga negra do Tantra negro]. Apesar de todo esse negror, nessa colônia, destacava-se a figura de um monge tibetano que ficou conhecido como o Homem das Luvas. Hitler consultava-o com frequência.

O mistério em torno desse ocultista das luvas verdes e tão labiríntico que há quem afirme que ele nem era tibetano; uns dizem que que era alemão, erudito orientalista; outros, que era um judeu alemão ─ chamado Erik Jan Hanussen [1889-1933] ou, talvez, um um ex-judeu, Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln [1879-1943]

vulgo Chao Kung.

Nos casos de Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln e Erik Jan Hanussen, apesar das biografias pitorescas, as datas oficiais de suas mortes parecem eliminar a possibilidade de um deles ter sido o “monge das Luvas Verdes”. E finalmente, o defunto do centro circulo tibetano também tinha feições orientais. No caso de judeus citados, por incrível que pareça surgem muitos nomes de judeus ligados as altas patentes dentro

do poder nazista e mesmo através do financiamento da expansão do nazismo.

Trebitsch-Lincoln [1879-1943] Erik Jan Hanussen [1889-1933] vulgo Chao Kung.

A terceira hipótese, da colônia tibetana ser, na verdade uma Loja esotérica, filial dos Dragões Verdes nipônicos-tibetanos e bastante plausível. A migração para a Alemanha teria sido intermediada por Karl Haushofer, desde o começo dos anos de 1920, a partir dos contatos que fez, quando esteve em missão militar no Japão e, muito interessado na cultura local, foi um, dos apenas três ocidentais, admitidos entre os

Dragões ao longo da longuíssima existência daquela organização.

O monge de Luvas Verdes e o mais misterioso personagem da historia esoterica da Segunda Guerra Mundial. Envolto em especulações, sua identidade jamais foi descoberta. Em meio às suspeitas e poucos indícios, o que se sabe e que este homem era um oriental e, muito possivelmente tibetano. Embora a colônia tibetana em Berlim tenha criação datada em 1926, parece improvável ou precoce que o Green Gloves tenha chegado a Alemanha nesta época.

O Clã dos Dag-Dugpa

[Druk-pa, Dugpa, Brugpa, Dag dugpa ou Dad dugpa]

Tudo indica, portanto, que o Homem das Luvas Verdes, de fato, existiu na mística do nazismo. Descartando hipótese de ser um ocidental orientalista ou orientalizado, resta investigar a identidade de um verdadeiro tibetano radicado em Berlim. Embora as referenciem sobre esta possibilidade sejam constantes porem exíguas, todas as fontes concordam que o exótico conselheiro das SS, se tibetano, era um mago negro daquele pais pertencente ao clã dos Dag-Dugpa. Sobre os Dag Dugpa, escreve o Mestre ocultista Samael Aun Weor [1917-1977]:

O Cla de Dag Dugpa pratica o Tantrismo Negro. Os Iniciados Negros Bonzos e Dugpas [de gorro vermelho] ejaculam o sêmen, misticamente e ademais tem um procedimento fatal para recolherem o sêmen carregado de átomos femininos de dentro da própria vagina da mulher, logo, o injetam [aspiram-no] uretralmente [pela uretra] e reabsorvem-no, com a forca da mente, para leva-lo ate o cérebro.

E sobre Hitler e o Homem das Luvas Verdes: O homem das luvas verdes pertenceu ao clã dos Dag Dugpas. Hitler deixou-se dirigir por este homem que lhe ensinou a cristalizar tudo negativamente.

 

Os Orientais de Berlim

Ao encontrarem o circulo de sujeitos mortos, os russos perceberam que os defuntos eram todos orientais e um dos soldados, que nascera na Mongólia, reconheceu-os como tibetanos. Era evidente que não tinham morrido em batalha; cometeram suicídio. Nas semanas que se seguiram outras centenas de tibetanos foram

descobertos em Berlim, Munique e Nuremberg; alguns, mortos em ação; outros, que cometeram o suicídio ritual. Nenhum documento de identificação foi encontrado.  Todos vestiam uniformes das SS. Trata-se de um dos mais resistentes entre os enigmas da historia da segunda Guerra Mundial. Apesar de terem sido identificados como tibetanos, os sete corpos encontrados pelos russos em 1945 tinham característica bem japonesa impressa em suas mortes: todos os suicídios foram cometidos rasgando o ventre com uma faca, método japonês. O mesmo método que Karl Haushofer usou as vésperas de ser preso pelos Aliados, no fim da Guerra.