Contos de fadas, a verdade.

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Por Odair Deters

Recentemente visitei algumas cidades da Baixa Saxônia (Niedersachsen) de onde vieram meus antepassados, por lá passa a rota dos contos de fada.

E você descobre que a Disney recontou histórias aterradoras de um jeitinho todo meigo.

Prepare-se para um revisionismo dos contos de fada, histórias como a Bela Adormecida, Branca de Neve e os Setes Anões, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, O Gato de Botas, entre outros…Na real eles são muito diferentes do que você escutou ou viu.

Nada de fofura: Cinderela, A Bela Adormecida, Branca de Neve e outros eram muito mais sangrentos antes da Disney. Na idade média, a ideia era clara: preparar as crianças para os problemas mundo afora.

CINDERELA:

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Versão Disney: Cinderela perde o sapatinho de cristal no baile, e o príncipe passa a procurar pela dona do sapato. Todas as mulheres solteiras da região experimentam o calçado, mas ele não serve em ninguém – nem mesmo nas irmãs malvadas de Cinderela, que tentam de todas as maneiras conquistar o príncipe. No final, o sapato cai perfeitamente nos pés de Cinderela, que se torna a escolhida.

Versão original: Para seus pés caberem no sapatinho de cristal, uma irmã malvada corta os dedos do pé, e a outra corta o próprio calcanhar. Mas o príncipe é avisado de o sapatinho está repleto de sangue, e não aceita nenhuma das duas como esposa. Quando elas tentam comparecer à festa de casamento entre Cinderela e o príncipe, as irmãs têm os olhos furados por pássaros. Mais tarde, Cinderela quebra o pescoço da Madrasta Má com a tampa de um baú, matando a vilã. Ah, mais um detalhe: não existia fada madrinha na história dos irmãos Grimm.

A BELA ADORMECIDA:

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Versão Disney: Vítima de um feitiço, a princesa espeta o dedo no fuso de uma roca e cai em sono profundo. O príncipe Philip, já apaixonado por Aurora, descobre a maldição, dá um beijo de amor verdadeiro, e ela se acorda. Eles se apaixonam.

Versão original: Aurora espeta o dedo em um espinho e dorme. O príncipe chega, estupra a garota e vai embora. Ela engravida e dá à luz, enquanto dorme. Na história de Giambattista Basile, a personagem acorda apenas quando os bebês, famintos, chupam o seu dedo e retiram o espinho enfiado na carne. Outra versão mais antiga da mesma história (contada por Robert Darnton) diz que Aurora acorda com os recém-nascidos comendo o corpo da própria mãe, de tanta fome.

CHAPEUZINHO VERMELHO:

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Versão Disney (e versão Grimm também): O lobo chega à casa da vovó antes da Chapeuzinho Vermelho, e devora a proprietária. Ele se disfarça de vovó, e quase consegue enganar a garota, mas na hora de revelar o disfarce e devorá-la, o caçador mata o lobo.

Versão original (de Perrault): O lobo mata, mas não devora a vovó. Quando Chapeuzinho chega à casa, o lobo fantasiado oferece carne para a garota comer (sim, a carne da própria avó). Ela come toda a carne, e ainda bebe uma taça de vinho (que era na verdade o sangue da avó). Depois, quando chama a garota para a cama, ele pede a Chapeuzinho que fique nua antes de se deitar. O lobo devora a Chapeuzinho.

JOÃO E MARIA:

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Versão Disney (em Babes in the Woods, 1932): Os irmãos João e Maria (Hansel e Gretel, no original) vivem com o pai e a madrasta. Esta fica brava com as crianças um dia e pede que eles colham amoras na floresta. Eles jogam migalhas de chão para não se perderem, mas os pássaros comem as pistas. Os irmãos encontram uma casa de doces, que funciona como armadilha para uma bruxa tentar devorar os dois.

Versão original: O conto dos irmãos Grimm é muito mais sombrio. As duas crianças são abandonadas pela própria mãe, para morrerem de fome na floresta, já que os pais são muito pobres e não podem sustentá-los. Quando voltam para casa, tendo sobrevivido à bruxa, encontram os pais mortos de fome dentro de casa.

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES:

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Versão Disney: A Rainha má pergunta a um espelho quem é a mulher mais bonita, e o objeto responde que é Branca de Neve. Enciumada, a mulher manda matar a garota, mas o homem encarregado da tarefa não tem coragem de assassiná-la, e deixa Branca de Neve fugir na floresta. Ela encontra a casa de sete anões, e passa a morar com eles. A Rainha descobre que sua rival ainda está viva, se disfarça de bruxa e entrega uma maçã envenenada para Branca de Neve, que dorme até ser acordada pelo beijo do príncipe. Os anões matam a Rainha.

Versão original: A Rainha não apenas manda matar Branca de Neve, ela também exige que o coração e o fígado da garota sejam trazidos de volta. Ela come os órgãos. O príncipe tenta levar o corpo da Branca de Neve com ele, mesmo achando que ela está morta. A garota não acorda com um beijo: o príncipe deixa o caixão cair, e o pedaço de maçã em sua garganta se desloca e sai da boca, fazendo com que ela acorde. O príncipe e Branca de Neve se casam, e convidam a Rainha para a cerimônia. Os dois forçam a vilã a usar sapatos incandescentes, e dançar até morrer.

A PRINCESA E O SAPO:

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Versão Disney: Tiana sonha em se tornar dona de um restaurante. Ela decide trabalhar na festa organizada pela amiga Charlotte, que tenta conquistar um príncipe de passagem pela cidade. Acidentalmente, Tiana usa o vestido da amiga, e é confundida com um princesa pelo sapo. O animal pede um beijo, que seria capaz de transformá-lo em humano. Mas quando Tiana o beija, é ela quem se torna uma rã.

Versão original: A lenda do beijo que transforma sapo em príncipe já ganhou várias versões, mas nos primeiros textos conhecidos do “Príncipe Sapo”, o feitiço do príncipe não é quebrado através de um beijo. A solução é maltratar o sapo, batendo-o na parede com a maior força possível. Outras versões dizem que o feitiço seria quebrado se o animal fosse queimado em uma fogueira, ou decapitado.

RAPUNZEL:

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Versão Disney: Rapunzel é mantida prisioneira numa torre pela cruel mamãe Gothel. Seus cabelos gigantescos servem a manter contato com o belo príncipe, que roubou a sua tiara sem conhecer a dona do acessório. Rapunzel recupera a tiara, e faz um trato com o príncipe: ela entrega o objeto se ele ajudá-la a sair de lá, para ver as luzes no dia do seu aniversário.

Versão original: Bom, neste caso a coisa é muito diferente. Logo nos primeiros encontros entre Rapunzel e o príncipe, ela fica grávida, algo descoberto pela feiticeira ao ver a barriga da prisioneira. Quando o príncipe se depara com os cabelos cortados de Rapunzel, acredita que ela está morta, e se joga da janela, ficando cego com os espinhos no solo. Ele vaga sem rumo, chorando. Rapunzel dá à luz a gêmeos, e as suas lágrimas fazem com que o príncipe enxergue novamente.

GATO DE BOTAS:

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Versão Disney (sim, a Disney fez um filme sobre o personagem em 1922, muito antes da Dreamworks): Um plebeu é apaixonado por uma princesa, e a gata preta dele se apaixona pelo gato branco dela. Para se casar com a princesa, ele supostamente vence uma batalha contra um touro (com a ajuda de uma máquina de hipnose) e impressiona o rei a ponto de ser escolhido como futuro marido de sua filha. Por causa do plano, feito com ajuda do gato, o felino exige como pagamento um par de botas. O rei descobre o passado do plebeu e fica furioso, mas o homem apaixonado foge com a princesa.

Versão original: Existem duas versões diferentes da história inicial. Em uma delas, três irmãos recebem heranças diferentes do pai: um ganha uma fortuna, o outro fica com poucas posses, e o terceiro ganha apenas um gato (que na verdade é uma raposa e não usa botas). Mas o gato é esperto, abusa da vaidade e da ignorância alheia, para fazer com que o dono se case com a princesa, e o próprio gato fique rico. Na outra versão, dois irmãos recebem heranças muito diferentes. Um deles fica com tudo, e o outro, que tem cinco filhos para criar, torna-se mendigo. O irmão mais velho, arrogante, faz com que o mais novo fique nu e role sobre o trigo, dizendo que o que o irmão pode levar para a família todo o trigo que se colar no seu corpo. Mas o trigo arrecadado não é suficiente… Uma fada-raposa aparece, e consegue um pote de ouro para o irmão mais pobre, que passa a levar uma boa vida.

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Aterradores os contos de fada alemãs? Calma, o terror não e exclusivo dos contos germânicos, pesquise também as histórias originais de Aladdin, Frozen, o Cão e a Raposa, A pequena Sereia, A Bela e a Fera, Pinóquio…e você irá se apavorar.

 

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A iniciação alquímica no desenho a Bela e a Fera

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Por Odair Deters

A Disney sempre se empenhou em trazer grandes obras para as telinhas, muitas delas donas de grande simbologia alquímica, esotérica ou mística, sem contar um que outro filme em que ocultamente aparecem ricas simbologias maçônicas. Alguns bons exemplos são: A Bela Adormecida, Cinderela, Pinóquio, Peter Pan, Aladdin, Hércules, O Corcunda de Notre Dame, Atlantis: O Reino Perdido e A Espada Era a Lei [meu preferido]. Todos sem sombra de dúvidas, magníficos.

Porém fui motivado por uma amiga [Luíza Tavares @smileland_ ] a terminar um breve texto sobre as questões iniciáticas que envolvem o desenho A Bela e a Fera, animação de 1991.

Baseado no conto de fadas de mesmo nome de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont. O longa é centrado em um príncipe que é transformado em uma fera e uma jovem mulher chamada Bela que ele “aprisiona” em seu castelo. Para se tornar príncipe novamente, a Bela deve amar a Fera e ele deve ganhar seu coração, ou será Fera para sempre.

O filme se passa na França do século XVIII. O conto relata a história de um príncipe jovem e rico que vivia em seu magnífico castelo. Em uma noite fria de inverno, uma velha mendiga bate na porta e oferece a ele uma rosa, em troca de abrigo. O príncipe recusa, por achá-la muito feia, e a mendiga se transforma em uma feiticeira de grande beleza. O príncipe implora perdão, mas a feiticeira – para castigá-lo pela falta de amor em seu coração – o transforma em uma fera horrenda. A rosa que a mendiga oferecera era encantada e floresceria até o seu vigésimo primeiro aniversário. O feitiço só poderia ser quebrado se o Príncipe aprendesse até o findar deste período a amar alguém e a ser amado em retorno, mas quando a última pétala da rosa caísse, o feitiço já não poderia mais ser quebrado.

Paralelamente se desenrola a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas. Enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, generosa, tratava bem as pessoas e era amante de livros. Certo dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela e seus irmãos aceitaram a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.

Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa. Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que parecia abandonado. Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono da roseira, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para ficar em seu lugar. Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que esta a devoraria. Porém, ao invés de a devorar, a Fera mostrou-se aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Assim, apesar de achá-lo monstruoso, Bela se apegou a Fera. Certa vez, Bela pediu que a Fera a deixasse visitar sua família, pedido que foi concedido, a muito contragosto, com a promessa de ela retornar em seguida.

Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi protelando sua volta até ter um sonho em que via a Fera morrendo. Arrependida, voltou imediatamente, mas encontrou a Fera morrendo no jardim, pois essa não se alimentara mais temendo que Bela não retornasse, e acaba ainda atacado pelas costas por uma facada de Gaston, um aldeão apaixonado por Bela.

Neste momento, com a Fera a morrer em seus braços, Bela, compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento, no mesmo momento em que a última pétala da rosa encantada cai. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. Uma chuva mágica e colorida cai dos céus e a Fera retorna à vida, na sua forma humana. Bela o reconhece por causa dos olhos azuis que a Fera tinha.

Como fiquei sabendo pela minha amiga, que me sugestionou finalizar este texto, o filme “A Bela e a Fera”, foi o primeiro longa animado a ser indicado ao Oscar como melhor filme, e está entre os 25 maiores musicais do cinema. Mas fora as características técnicas, vamos aquelas que estão ocultas aos olhares e as mentes despercebidas.

A simbologia alquímica, mostra-se presente no conto a partir da ruína do pai de Bela, uma vez que este perde toda sua fortuna num negócio mal sucedido. Daí a partir desse fracasso, Bela, diferentemente de suas irmãs, se compadece do pai, abdicando de sua vida para ajudá-lo, mostrando sua ligação ao Pai, sua relação com o criador e a abdicação de oferecimentos mundanos [cortejos por rapazes], ao mesmo tempo esta simbiose com o pai, pode representar metaforicamente, um estado de caos, de inconsciência.

O processo de diferenciação, de busca por algo espiritual, se dá a partir do momento em que o pai de Bela parte em viagem, em busca de reaver sua riqueza. O interessante é que antes de partir, oferece um presente para cada uma das filhas e enquanto as irmãs pedem bens materiais (joias e vestidos), Bela pede apenas uma rosa. O simbolismo da rosa é extremamente rico, visto que a rosa esta associada aos mistérios de Isis, como também ao culto da deusa Afrodite (ou Vênus). Além, disso a rosa, como as demais flores, por terem formato circular, representam a totalidade, a busca pela perfeição através do processo de individuação.

No conto, a rosa é o elemento instigador de todo o drama que se seguirá, pois é a partir de seu roubo[tomar um conhecimento velado a poucos] se dará toda a transformação da personagem principal. Ao pegar a rosa de um castelo desconhecido, o pai de Bela se depara com a Fera que o condena a morte por seu ato. Porém, diante das súplicas de misericórdia do pobre homem, a Fera poupa-lhe a vida com a condição que uma de suas filhas fosse morar em seu castelo. Mostrando a necessidade de a consciência habitar a mente.

A partir do contato com a rosa, tem início a difícil missão da “heroína” que é viver num novo mundo e conviver com a Fera. Essa difícil missão é o anúncio da opus alquímico, o prenúncio da transformação. O trabalho solitário do alquimista a separação do que lhe é familiar, de forma que a luz cinda nas trevas. Ao mesmo tempo, Bela, foge das tentações do jovem aldeão Gaston, que aqui representa o prazer temporal, a juventude e a cobiça das jovens.

A Fera é a representação de num animus animalesco, o ego interno, é um príncipe transformado em fera devido a seu ego, em uma maldição do qual ele é o culpado. O encontro de Bela e a Fera seria assim uma alegoria do contato entre a consciência e o ego animal. Ao entrar em contato com Fera, uma criatura repugnante, Bela sente medo, mas com o passar do tempo é construído um vínculo entre os dois personagens. Como prova de confiança, a Fera deixa Bela visitar sua família. O retorno ao lar de Bela representa a regressão do ego diferenciado, transformado em essência, ao inconsciente original, o que se assemelha a operação alquímica solutio.

Ao retornar, as irmãs materialistas de Bela, ardilosamente, fazem tudo para agradá-la e para que esqueça de retornar ao castelo da Fera, querem deixa-la ao mundano, pois a transformação da irmã as inveja. Porém, Bela pressente [intuição, sonhos lúcidos] o chamado da Fera, e ao voltar depara-se com a Fera agonizando de tristeza [operação mortificatio, na alquimia]. A partir desse momento, Bela percebe o sentimento de amor.

A partir da vivência dos opostos, o animalesco, sombrio, morre, torna-se humano. Assim, o feitiço que condenou o príncipe a viver como Fera é quebrado. A morte do monstro simboliza o domínio ou repressão de impulsos instintivos primitivos, ou egóicos.

Assim como em grande parte dos contos de fada, o final feliz termina simbolizado pelo casamento. O casamento representa um novo status, o desdobramento de uma nova psique. Na alquimia a união entre opostos é comumente representada pelo casamento entre figuras masculinas e femininas, o que é denominado de coniunctio. A coniunctio alquímica simboliza uma união transformadora de substancias dessemelhantes [o tão buscado coniunctio oppositorum alquímico], unidos pelo casamento, a transformação, a iniciação alquímica ocorre, como tão bem ilustrada no conto de fadas A Bela e a Fera.