BNDES, para esquecer a PETROBRÁS.

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Por Odair Deters

O escândalo da Petrobrás, que teria movimento ilegalmente algo como R$ 10 bilhões, segundo o “The New York Times”, seria o maior desfalque, ou o maior roubo público, em países democráticos de que já se tomou conhecimento. Diante disto, impossível não causar revolta e deflagrar um agravamento da crise moral pelo qual nossas instituições convivem.

No caso Petrobrás, teve-se as denúncias e o Tribunal de Contas da União, realizando suas investigações. Mas e que dizer do BNDES, onde não se tem nada, não se sabe nada. Mas torna-se comum no meio empresarial e nas entrelinhas dos financiamentos de campanhas a identificação e citação de empresários que usaram recursos do BNDES para ampliação de seus bens pessoais, ou pior ainda, o desenvolvimento do sistema que torna o partido político um negócio e o apoio político uma mercadoria, onde o beneficiado repassa um percentual do empréstimo conseguido com o tráfico de influências, em apoio ao partido. Financiamentos executados em projetos em Cuba, Angola, Equador e Venezuela, classificados de operações confidenciais ou de fundo perdido, além dos conferidos a empresas como JBS Friboi, coincidentemente, o maior doador da campanha de reeleição da atual presidente. Normalmente comtemplados com juros baixos, garantias em ações das próprias companhias ou bens que ainda seriam adquiridos. Não resta dúvida de que o governo está usando o banco estatal para beneficiar alguns grupos especialmente escolhidos por “consultores” de alto valor de mercado para o próprio governo.

O BNDES está alavancando com o Tesouro Nacional, realizando empréstimos a juros subsidiados. Mas não se sabe exatamente para quem, quanto foi para cada um e nem quais são as garantias. Por quê? Porque é alegado sigilo bancário e, assim, não se tem acesso. Ou seja, a Controladoria Geral da União não fiscaliza, o Tribunal de Contas da União não consegue fiscalizar e o Ministério Público Federal não tem acesso. Ninguém tem acesso. Diante de tanto hermetismo, é óbvio que algo está sendo escondido. Portanto, pode-se estar diante de um escândalo de corrupção muito maior do que o do “Petrolão” ou “Petropina”, pode-se estar diante do “BNDESvio”, e é preciso exigirmos com urgência transparência, ou seja, todo mundo tem de ver o que está acontecendo, só assim impedimos que corruptores ajam no escuro ou acobertados enquanto movimentam recursos públicos.

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O PIB [Produto Interno Baixo] da Presidente

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Odair Deters

Alguns amigos meus [e possivelmente não devam ser de origem alemã, japonesa ou italiana] defendem o Getúlio Vargas como o melhor presidente brasileiro, mesmo não tendo vivido no período de seu governo. Os trabalhadores e pessoas mais conservadoras, quando não diante de olhares críticos condicionados por quem gosta de ver teve, costumam defender os governos do período da ditadura militar. Os mais liberais, hoje exaltam o governo FHC, muito mais odiado na época do que atualmente. E assim por diante, portanto é difícil assumir qual teria sido o melhor presidente. No entanto os economistas podem ter uma forma, medindo o crescimento econômico do país, através de seu PIB [Produto Interno Bruto], satirizado no título deste texto como Produto Interno Baixo.

Uma medição do PIB [gráfico da imagem deste texto], desde o início da República Nova, com GV, mostra os resultados dos 17 presidentes que dirigiram este país, e a média de crescimento que eles geraram para o país foi de 4,91% a.a.[ao ano].

Em baixo crescimento econômico, ninguém ganhou do presidente caçado, Fernando Collor de Mello, em 1990, onde o país não obteve crescimento, e sim um decréscimo, que chegou a registrar -4,53%. Elevando-se logo mais, acima da média, com o seu vice que assumiu a presidência, Itamar Franco.

O melhor desempenho foi de 13,97% em 1973, durante o governo do gaúcho Médici, e durante todo o seu governo, a média foi de 11,43% [justamente do período que mais se tenta apagar da história brasileira].

Mas o que chama atenção no gráfico é justamente o atual governo, nos mandatos de Lula e Rousseff, tido como bom por mais da metade da população, porém apresentando crescimentos abaixo da média história. E ademais, o crescimento registrado no período da Dilma Rousseff, é o segundo pior registrado dos últimos 90 anos [desde a criação da República Nova], perdendo somente para o Collor, e perdendo inclusive para os governos da década de 80, considera a década perdida.

Claro, Dilma se defende dizendo que a queda do PIB é momentânea e prevê recuperação [http://exame.abril.com.br/economia/noticias/dilma-diz-que-queda-do-pib-e-momentanea-e-preve-recuperacao]. E quando vê que a coisa não se recupera, o melhor é mudar o discurso, para o fato de que o seu governo, trata com importância apenas relativa índices de crescimento econômico, como a expansão do PIB [http://jornaldehoje.com.br/economista-alerta-com-menor-pib-desde-collor-dilma-entregara-pais-em-recessao/].

No entanto, nem o seu mentor-mor – Lula – deixar de observar: “Obviamente o nosso PIB não é o PIB que a gente gostaria” [http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1480650-lula-diz-que-o-crescimento-do-pib-nao-e-o-ideal-mas-nao-defende-mudancas.shtml] . Nota-se que o atual governo federal teve a menor taxa de crescimento médio da era republicana, descontando o governo Collor.

Segue uma lista histórica para melhor comparação:

Médici           11,43%

Café Filho        8,30%

  1. Kubitschek   8,12%

Gal. Dutra         7,64%

Costa e Silva     7,00%

Geisel               6,70%

G. Vargas (2º)    5,63%

João Goulart      5,27%

Itamar Franco    5,00%

MÉDIA              4,91%

Sarney              4,39%

Castelo Branco  4,17%

Lula                   4,06%

G. Vargas(1º)      4,01%

Figueiredo          2,50%

FHC                  2,32%

Dilma Rousseff   1,80%

Collor                -1,26%