Cidades ou Países? Um arranjo com muitos países pequenos é preferível a um com poucos países grandes.

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Por Odair Deters

Entre os libertários é comum defendermos que um arranjo com vários países pequenos é preferível a um arranjo com poucos países grandes, pelo mesmo motivo que um grande número de empresas pequenas tende a resultar em um melhor mercado do que um pequeno número de empresas grandes, sim, algo como uma Europa feudal nos parece algo muito melhor.

Uma das principais razões para a existência de vários pequenos países é a competição.  Ao passo que empresas concorrem entre si por meio de preços e da qualidade de seus produtos, países concorrem entre si por meio de coisas como política econômica, sistemas políticos, e instituições jurídicas.  Se os impostos forem muito altos em um país, é desejável haver várias opções para onde emigrar.  Se um país não permite que os pais eduquem os filhos em casa, há mais opções para se emigrar para um país que permita.  Se um país é excessivamente burocrático, haverá outros que serão bem menos.  Se um país proíbe seus cidadãos de praticar livre comércio com outros países, ou determinada religião, haverá outros que permitirão.  Se um país possui um governo avesso ao empreendedorismo, haverá outros mais amigáveis. Basicamente isto faz com que os governantes se curvem à vontade da população.

E quanto menor a extensão espacial de um estado, mais fácil seria emigrar e, consequentemente, menos intrusivo e coercivo teria de ser o estado.  Afinal, seria de seu total interesse fazer de tudo para que as pessoas produtivas se sentissem estimuladas a permanecer dentro de seu território.

Estados pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  Claro, supondo que tais países não se tornarão tirânicos ao ponto de proibir seus cidadãos de se locomoverem livremente.

Países também concorrem entre si em termos de idioma, religião, cultura, belezas naturais e, é claro, turismo.  Todas essas coisas tendem a resultar em locais que não apenas são melhores para se viver, mas que também permitem às pessoas se congregarem mais facilmente com aquelas que possuem uma visão de mundo similar.

Também, além da competição, áreas territoriais menores são mais simples de ser governadas.  E “governadas” não significa mais fácil de ser controladas, mas sim que as decisões são tomadas em um nível mais local e por pessoas mais familiarizadas com as circunstâncias e com as vidas das pessoas que serão diretamente afetadas por essas decisões.

Podemos citar alguns exemplos de relativo sucesso entre os pequenos países atuais, como: San Marino, Liechtenstein, Vaticano, Cingapura, Bahrein e Mônaco, mas quero trazer para cá, algumas cidades, distritos e pequenas regiões que foram e estão em busca de separatismo mundo afora, procurei evitar citar ilhas, devido a característica fronteiriça própria delas (exceto duas que eu admiro, a saber: Aland e Norfolk).

Bom divirta-se conhecendo o mundo das cidades (futuros países?):

Aland (Finlândia): As ilhas de Alanda constituem um arquipélago finlandês situado no Mar Báltico, a cerca de 40 km da costa da Suécia e a 25 km da costa da Finlândia. O arquipélago da Åland é uma província autónoma e desmilitarizada, habitada por quase 30 mil pessoas  que falam maioritariamente a língua sueca. As ilhas têm se tornado famosas por serem locai de gravação do seriado Tjockare än vatten.

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Auroville (Índia): Reconhecida oficialmente como cidade tanto pelo governo indiano quanto pela Unesco, recebe, desde sua fundação, em 1968, pessoas de todo o mundo, inclusive do Brasil. A população da cidade hoje é cerca de 2 mil habitantes, mas o local tem capacidade para receber até 50 mil moradores. Ainda que esteja localizada em uma região paradisíaca, todos têm que trabalhar pesado e ganham um pequeno e igualitário salário que atende as necessidades básicas A cidade foi construída para ser totalmente autossustentável, possui escola, restaurantes, padarias, hospitais, cinemas e lojas, mas não há muito o que se comprar. Ninguém possui carro, somente bicicletas e motos – e o estilo de vida não inclui muito espaço para ostentação e consumismo. Não há cargos públicos ou hierarquias governamentais – bem, não há sequer governo ou eleitos. Diante de cada dilema ou proposta social que a cidade atravessa, um conselho geral se reúne, no qual são delegados membros para resolver o que estiver em debate. Além disso, não existe religião oficial, contanto que não preguem, persigam ou incomodem outros moradores, cada um é livre para exercer a religião que quiser – ou não exercer nenhuma. Embora bela em fotos os relatos dos visitantes dizem que o lugar apresenta decadência e muita sujeira.

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 Carcóvia (Ucrânia): Kharkiv pensa em se converter em mais uma “república popular” separatista. A guerra entre russos e ucranianos castiga a região, e a Carcóvia que nada mais é que uma miniatura da Ucrânia a 40 km da Rússia, desiludida, com um grande potencial prejudicado por líderes incompetentes e corruptos, busca uma forma de escapar do terror ao redor. Em 2014, uma cena que marcou o mundo, as multidões alegres derrubaram a gigantesca estátua de Lenin com um guindaste e só deixaram os pés quebrados no pedestal.

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Ceuta (Espanha e Marrocos): cidade autónoma espanhola desde 1995 situada em continente africano. Ceuta é um território com 18,5 Km no topo do continente africano, ladeado pelo mar Mediterrâneo, junto ao estreito de Gibraltar. Tem mais de 82 mil habitantes, uma curiosidade é que foram construídos os muros (cercas) para barrar integralmente a presença de marroquinos nas áreas fronteiriças, dificultando o ingresso destes e de demais africanos ao continente europeu.

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 Christiania (Dianamarca): também conhecida como Cidade Livre de Christiania, é uma antiga área de bases militares abandonadas ocupadas hippies, anarquistas e artistas é uma comunidade independente e autogestionada localizada na cidade de Copenhagen, com cerca de 850 habitantes, cobrindo uma área de 34 hectares. As Autoridades públicas consideram Christiania como uma grande comuna, uma área de um status único na medida em que é regulada por uma lei especial, a Lei de Christiania, de 1989, que transfere partes da supervisão da área do município de Copenhague para o estado. Christiania tem sido uma fonte de controvérsia desde sua criação, numa área militar em 1971. O comércio de cannabis foi tolerado pelas autoridades até 2004. Os primeiros ocupantes da área tinham como ideal comum a rejeição a certos valores morais e convenções sociais e, principalmente, aos ideais capitalistas. Os moradores tratam Christiania como umaComunidade Autônoma.

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Concha (Estados Unidos): Surgida em 1982, quando a polícia de fronteiras bloqueou a entrada da cidade de Key West, na Florida (EUA) para conter o tráfico de drogas. Irritados, os moradores alegaram que estavam sendo tratados como estrangeiros, e resolveram transforar a cidade em um país, a República de Concha, que hoje conta com mais de 24 mil moradores.

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Cospaia (Itália): Ou República da Cospaia, esse pequeno estado independente de 1440 a 1826, localizado na Umbria, Itália.  Quando o Papa Eugênio IV, vendeu o território de Sansepolcro para o República de Florença, por erro na designação da fronteira, uma pequena faixa de terra não foi incluída no tratado que marcou os limites, e seus habitantes foram rápidos em declarar a independência. Com 330 hectares, e uma população constante ao longo dos séculos de 300 pessoas e menos de 100 domicílios. Em sua independência, tornou-se uma República Anarquista, assim, eles não tinham que pagar impostos, não havia leis arbitrárias impostas por líderes para favorecer os poderosos, também, os homens de Cospaia não eram recrutados para lutar em guerras de Roma ou Florença, e como eles não tinham líderes para representa-los, eles não tinham ninguém para formar envolventes alianças que podiam falhar e colocá-los em guerra. Os habitantes de Cospaia eram livres para firmar trocas e criar suas famílias da forma que lhes era conveniente. O fato de não terem líderes permitiu que pudessem buscar a forma mais lucrativa de dispor de seu tempo e energia. Inclusive cultivando o tabaco que era proibido nas redondezas.

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Couto Misto (Portugal e Espanha): O Couto Misto foi um microestado independente de 27 km² de fato encravado entre Espanha e Portugal, com existência entre o século X e 1868. É uma zona localizada a norte da serra do Larouco, na Galiza (Espanha) na fronteira norte do atual Concelho de Montalegre, em Portugal. Os habitantes do Couto Misto não se encontravam obrigados a uma ou outra nacionalidade, podendo inclinar-se, dependendo de razões geográficas, familiares ou tradicionais, por uma, por outra, ou por nenhuma. Concretamente, os seus habitantes não estavam obrigados a utilizar documentos de identidade pessoais, não estando sujeitos aos efeitos jurídicos de uma nacionalidade: eram considerados como “mistos”. Como território independente de fato, os habitantes do Couto Misto detinham vários privilégios, como a isenção de serviço militar e de impostos, e podiam conceder asilo a estrangeiros ou opor-se ao acesso a forças militares estrangeiras e portar armas. Em 1864, o Tratado de Lisboa, celebrado entre Portugal e Espanha, dita o fim do Couto Misto.

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Dubrovnik (Croácia): belíssimo porto murado e antigo porto de destaque comercial constituído por sérvios de fé católica, em território hoje denominado dalmácio – croata (desde 1939). Habitantes acusam a Croácia de negligência. A região é considerada hoje um patrimônio histórico e cultural inestimável.

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Elleore (Dinamarca): O Reino de Elleore foi fundado em 1944 por professores da Dinamarca que levavam seus alunos para um acampamento de verão. Os 370 cidadãos do reino se reúnem anualmente no mês de agosto para uma semana de festas na ilha.

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Estrasburgo (França): os habitantes falam tanto francês quanto alemão entre si no dia-a-dia. A arquitetura é bonita, sendo bem misturada considerando a tradição dos dois países. Fica na Alsácia, que é uma das regiões mais ricas da França. Embora geograficamente situe naquele que se reconhece território francês, é uma região de muita influência alemã, tendo, em diversos períodos de sua história, sido vinculada às mais variadas definições que o estado alemão historicamente experimentou. Tamanha Idiossincrasia sempre fomentou forte sentimento separatista em relação a França e a Alemanha. O que pode ser notado e canalizado no retorno do Strasborug, time de futebol, a primeira divisão do futebol francês. Cidade livre e autônoma do Sacro Império Romano-Germânico, Estrasburgo foi anexada à França somente em 1681, Estrasburgo foi anexada ao recém estabelecido Império Alemão  em 1871, após a Guerra franco-prussiana . Beneficiou-se igualmente da intenção alemã de transformar a cidade na vitrine da cultura alemã, visando a atrair as populações locais e a mostrar ao mundo e à França a superioridade da cultura germânica. A cidade voltou à França após a Primeira Guerra Mundial em 1919. Tornou-se novamente parte da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, de 1940 a 1945.

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Filettino (Itália):  Pequena aldeia até o século 1 Dc. Em 1297 caiu sob o controle do sobrinho do Papa Bonifácio VIII , cuja família tornou-se notório pela opressão e crueldade. Posteriormente absorvidos pelos estados Papais até os próprios Estados serem anexados ao Reino da Itália em 1870. Campanha pela independência teve início em 2011, após um anúncio do governo italiano de que todas as aldeias com menos de 1.000 residentes teriam de se fundir com aldeias vizinhas, a fim de reduzir os custos administrativos, forçando a se fundir com a cidade vizinha de Trevi nel Lazio, quando, então o prefeito da aldeia começou para fazer campanha para que Filettino torne-se um “estado independente”.

Filettino

Foza (Itália): é uma comuna italiana no Vêneto com cerca de 731 habitantes. Estende-se por uma área de 35 km², Em 2006, a população dos oito municípios do Planalto, ao qual Foza pertence, votou por larga maioria (94%) em um referendo para a separação territorial da Região do Veneto e a posterior agregação à província autónoma de Trento, o que motivou pensamentos separatistas maiores. O primeiro registo escrito de Foza remonta a 1085.

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Frode (Brasil): República de Frode, atualmente denominada Buriti ou ainda Burity (antigo). Antiga colônia fundada na região das Missões, em solo gaúcho pelo dinamarquês com título nobiliárquico Frode Johansen, hoje pertencente como distrito do município de Santo Ângelo, possui próximo de 2.000 habitantes, em sua maioria descentes de alemães (www.facebook.com/BuritiEColoniaMunicipal/).

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Kaliningrado (Rùssia): é um exclave russo entre a Polónia e a Lituânia, à beira do Mar Báltico. Fundada em 1255 pelos Cavaleiros Teutónicos sob o nome de Königsberg, foi, de 1466 a 1656, parte da Polônia. Também foi a capital da Prússia Oriental e, a partir de 1871, fez parte do Império Alemão. Famosa por ter tido entre os seus habitantes o filósofo Immanuel Kant. População ainda predominante de origem alemã, possui atualmente cerca de 448 mil habitantes.

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L’Anse-Saint-Jean (Canadá) : O Reino de L’Anse-Saint-Jean é um país monárquico estabelecido na América do Norte, criado por um referendo no município de L’Anse-Saint-Jean , em Quebec. A pequena aldeia rural com 1269 habitantes, foi fundada em 1838 por um grupo de exploradores de madeira, porém o fato mais marcante da história desta cidade foi alcançado em 1997 quando em um referendo, 73,9% dos votos a tornaram no Reino de L’Anse-Saint-Jean. Com a formação da monarquia ocorreu a coroação do Rei, Denys Tremblay. A monarquia deu-se como forma da cidade superar as fortes dívidas contraídas em uma enchente em 1996, e como forma de se reerguer iniciaram o processo de criação de uma micronação.

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Liberland (Croácia e Sérvia?): A República Livre de Liberland foi autoproclamada em 2015, numa área de 7 km² entre a Croácia e a Sérvia. O território não é reclamado por nenhum dos dois países, mas ambos têm instalado barreiras militares para evitar o acesso à região. Seu presidente e fundador é Vít Jedlitka, do Partido Tcheco dos Cidadãos Livres. Liberland aceita pedidos de cidadania pela internet, e seu lema é “Viva e deixe viver”. Vit pretende que seja desenvolvido no local uma cidade que respeite todos os ideias liberais.

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Lübeck (Alemanha): a atual cidade livre era uma cidade-estado que existiu de 1226 à 1937, quando os nazistas aprovaram uma lei, segundo a qual passou integrar a Alemanha. Em parte porque Adolf Hitler tinha uma antipatia pessoal por Lübeck, depois que Lübeck se recusou a permitir que Hitler fizesse campanha eleitoral em 1932. Portanto, 711 anos depois a soberania de Lübeck chegou ao fim e quase todo o seu território foi incorporado ao estado de Schleswig-Holstein.

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Massa (Itália): A partir 1815, Massa foi a capital do principado independente (depois Ducado) de Massa e Carrara. Massa é a primeira cidade da Europa que se sabe usou uma agulha magnética de bussola como mapeamento. Em 1829, os estados foram herdados pelo duque de Modena e em 1859, durante a unificação da Itália teve que juntar-se ao Reino da Sardenha. Hoje possui cerca de 70.000 habitantes.

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Masserano (Itália): Comuna italiana da região do Piemonte. O principado tinha um status político-legal na península do noroeste italiano e diante de uma disputa papal que buscou compensar o isolamento da comuna, adquiriu o privilégio de cunhar dinheiro concedido em 1158 pelo imperador Federico Barbarossa à família Fieschi, que durou até 1690. O Principado foi próspero até 1741 quando foi vendido para a família Savoy, durando até 1797 . Graças ao privilégio de cunhar dinheiro, o principado cunhou principalmente falsificações, que foram amplamente distribuídas em todo o continente europeu. A natureza do feudo papal, diretamente dependente da Santa Sé , mantinha o principado de Masserano como uma entidade de fato independente do governo. Em 1753 o Papa vendeu a propriedade e em 1767 ocorreu a renúncia de qualquer direito soberano pelo último príncipe Vittorio Filippo, que se mudou para a Espanha. Após 1833, o título de Príncipe de Masserano, tornou-se desprovido de legalidade. A população atual é de 2.313 habitantes.

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Melilla (Espanha e Marrocos): É assim como Ceuta, praticamente um enclave espanhol em terras marroquinas. Apesar de Ceuta ser provavelmente a mais conhecida. Marrocos reclama o seu pedaço de terra, mas a Espanha nunca saiu de lá nem mostrou interesse em fazê-lo, a Espanha diz que ambas as cidades já pertenciam ao seu território, antes de existir um reino marroquino e por isso são legitimamente espanholas. Melilla é um importante porto que serve para fazer a exportação de produtos marroquinos, como os curtumes, sapatos e conservas, tendo pouco mais de 12 km e cerca de 67 mil habitantes. A população é, na maioria, de origem espanhola, na cidade também foram construídos os muros para barrar integralmente a presença de marroquinos nas áreas fronteiriças.

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Monte Atos (Grécia): é uma montanha e península na Grécia. É patrimônio mundial pela UNESCO, constituindo-se também como entidade política autônoma da República Helênica, governada por um Conselho Teocrático da Igreja Ortodoxa Grega (Um Vaticano da Igreja Ortodoxa). Na atualidade, os gregos usam a expressão “Montanha Sagrada” para se referir ao Monte Atos. O Monte Atos abriga vinte mosteiros greco-ortodoxos sob direta jurisdição do patriarca de Constantinopla. O nome oficial da entidade política é Estado Monástico Autónomo da Montanha Sagrada. Esta Região possui perto de 2000 habitantes. A única forma de chegar ao Monte Atos é por barco. Tratando-se de um território habitado por monges, só podem entrar homens e animais do sexo masculino.

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Monte Saint-Michel (França):  um ilhote rochoso na foz do Rio Conuesnon, onde foi construído uma abadia e santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel. Foi uma fortaleza inexpugnável, resistindo a todas as tentativas inglesas de tomá-la e constituindo-se, assim, em símbolo da identidade nacional francesa. Após a dissolução da ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa o Monte foi utilizado como prisão. Declarado Patrimônio Mundial. O monte era ligado ao continente através de um istmo natural que era coberto pelas marés altas. Ao longo dos séculos a planície alagável em torno foi sendo drenada para criação de pastagens, reduzindo a distância do rochedo à terra. Recentemente o governo francês iniciou um projeto para tornar novamente o monte uma ilha com a construção de barragens. Tem cerca de 50 moradores permantes mas recebe por volta de 2,5 milhões de turistas por ano.

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Noli (Itália): O território é parte da Comunidade da Montanha Pollupice. Sua vila medieval é considerada uma das mais belas aldeias da Ligúria na Itália e é um importante centro marítimo tradicionalmente importante; O território que hoje tem cerca de 3 mil habitantes, já foi a República de Noli, uma república independente de 1193 até 1797. A invasão napoleônica em 1797 pôs fim à soberania de Noli.

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Nördlingen (Alemanha) – Em estilo medieval e ainda cercada pela muralha medieval integral, tem um curioso formato circular não pela muralha, mas por ter sido colonizada a partir da cratera de um meteoro. Localizada na Baviera, com população em torno de vinte mil habitantes. Durante a Idade Média foi uma cidade livre do Sacro Império Romano e importante centro de comércio. Os judeus foram expulsos em 1400, sendo portanto que qualquer família originária da cidade após 1400 não é, obviamente, judia. O aspecto de sua muralha ainda completa reascende ideais de tornar-se uma cidade livre.

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Norfolk (Austrália): é uma ilha no oceano Pacífico e é um dos territórios externos da Austrália. Não existem registros de população na região, antes da chegada do explorador inglês James Cook, em 1774. A ilha foi utilizada como estabelecimento penal britânico entre 1825 e 1855. Em 1913, foi transferida para o governo da Austrália, na qualidade de território ultramarino. Em novembro de 1976, foi apresentada no parlamento australiano a proposta de anexar a ilha à Austrália. Dois terços do eleitorado de Norfolk se opuseram, o que permitiu desde 1979 autonomia interna. Em 1991, a população rejeitou uma nova proposta do governo australiano, no entanto em 2015 a Austrália revogou a “força” a autonomia administrativa, não deixando os habitantes nada felizes e com mais ideias de secessão. População de cerca de 2000 habitantes. A ilha tem como característica seu exemplar endêmico de araucária que deixa sua bandeira bonita e serve como item de exportação.

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Orânia (África do Sul): é uma cidade sul-africana localizada junto ao rio Orange na àrida região de Karoo, na província do Cabo Setentrional. Trata-se de uma tentativa de realizar o ideal separatista de alguns africâneres de um Volkstaat autônomo. A cidade é um enclave em terras sul-africanas de maioria africâner branca no país. Em 1990, cerca de 40 famílias africâneres compraram a delapidada cidade. Isto ocorreu poucos meses após o fim das leis de apartheid e a libertação de Nelson Mandela. A cidade é propriedade privada da empresa Vluytjeskraal Aandeleblok (Whistle Corral Share Block), gere a cidade o presidente executivo desta empresa. Em 1995 o então presidente Nelson Mandela, visitou a vila para tomar chá com a viúva do idealizador, num gesto de conciliação. Hoje tem perto de 1.000 habitantes. Embora não permita negros, ela possui boa parte do seu comércio representado por atividades com comunidades negras vizinhas.

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Piombino (Itália): O senhorio de Piombino ( Signoria di Piombino ), e depois de 1594 o principado de Piombino, era um pequeno estado na península italiana centrada na cidade de Piombino e incluindo parte da ilha de Elba . Ele existiu de 1399 a 1805, quando foi fundido no Principado de Lucca e Piombino . Em 1815 foi absorvido no Grande Ducado da Toscana . Hoje tem cerca de 34 mil habitantes.

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Pisa (Itália):  A República de Pisa era um estado independente de fato, centrado na cidade toscana de Pisa, nos finais 10 e 11 séculos. Cresceu para se tornar uma potência econômica, um centro comercial cujos comerciantes dominaram o comércio mediterrâneo e italiano durante um século. Hoje tem 85.000 habitantes, e é famosa pela torta torre de Pisa. Habitantes locais, sem grande ênfase reivindicam a autonomia.

Pisa

Porto (Portugal): Não é difícil um taxista de Porto lhe dizer: “Porto é uma nação”. O norte português como um todo reclama a centralização do poder em Lisboa. Apesar de haver ideais separatistas no Norte de Portugal que transformam o Porto em capital de um possível novo pais “mais” galego, ao mesmo há quem tente separar somente a cidade do Porto.

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Saugeais (França): Localizada na fronteira da França com a Suíça, Saugeais tem 5 mil habitantes dispersos em 11 vilarejos. O país surgiu de uma brincadeira do proprietário de um hotel, Georges Pourchet, ao dizer que o prefeito da cidade precisava de visto para entrar em sua propriedade. Pourchet foi sucedido pela sua mulher, Gabrielle, e depois por sua filha, Georgette. A micronação tem seu próprio hino e selo postal e é conhecida como República de Saugeais.

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Seborga (Itália): Quem sabe um dos mais destacados pela mídia, pela existência de um principado, Giorgio I (Carbone) autoproclamou-se príncipe, ele plantou entre seus conterrâneos a ideia de que um estado independente, sendo eleito Príncipe em 1963. No ano de 1995, a Constituição do Principado foi aprovada por 304 votos, sendo que apenas quatro pessoas se opuseram. Carbone faleceu em 2009. Os argumentos para a defesa desse estado é o fato de não existirem documentos que comprovem a integração do principado de Seborga à Itália (nem em 1861, com a unificação italiana, nem em 1946, com a criação da República Italiana). Apesar de não reconhecido, tem, sua uma bandeira e até uma hipotética moeda, o luigino. A população estima-se em cerca de 339 habitantes.

seborga

Senarica (Itália): é uma aldeia na região de Abruzos , no centro da Itália. Com uma população de menos de 300 pessoas, Senarica era uma república independente por cerca de quatro séculos até o final do século XVIII. Foi o estado mais pequeno para manter um status independente por tanto tempo. Ocasionalmente moradores promovem atos que reivindicam a autonomia.

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Torriglia (Itália):  é uma comuna italiana da província de Gênova, com cerca de 2216 habitantes. Estende-se por uma área de 58 km², A cidade provavelmente foi fundada na época romana. Mais tarde, ficou sob domínio da República de Gênova. Em 1548 foi adquirida pela família Doria, que a manteve até a invasão napoleônica de 1797. Em 1815 Torriglia tornou-se parte do Reino da Sardenha e, a partir de 1861, do reino unificado da Itália. Apesar de pequena cultiva seu passado e flamula sua independente bandeira.

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Trieste (Itália): No século XII, Trieste tornou-se uma cidade livre e depois de séculos de batalhas contra a rival Veneza, pôs-se voluntariamente em 1382 sob a proteção do duque de Áustria, passando a pertencer ao Império Austríaco, ao qual permaneceu até 1918. Em 1915 o Reino da Itália rompeu com o pacto de e seguiu em direção às terras “italianas” do Império Austro-húngaro, procurando invadi-las rapidamente, tirando a liberdade de escolha de Trieste.

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Užupis (Lituânia): é um distrito de Vilnius, capital da Lituânia, um Patrimônio Mundial pela UNESCO. A região tem sido muito popular entre artistas, e contêm galerias de arte, workshops de artistas e cafés populares. Užupis declarou-se como uma República Independente em 1997 – República de Užupis passando a ter bandeira, unidade monetária, presidente e constituição próprios, além de um exército (com aproximadamente 12 homens).

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Veneza (Itália): a romântica cidade tem uma infelicidade crônica com a situação italiana, recentemente providenciaram um plebiscito em busca da independência da Sereníssima República de Veneza e que existiu de existiu do século 9º até 1797.

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