O PIB [Produto Interno Baixo] da Presidente

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Odair Deters

Alguns amigos meus [e possivelmente não devam ser de origem alemã, japonesa ou italiana] defendem o Getúlio Vargas como o melhor presidente brasileiro, mesmo não tendo vivido no período de seu governo. Os trabalhadores e pessoas mais conservadoras, quando não diante de olhares críticos condicionados por quem gosta de ver teve, costumam defender os governos do período da ditadura militar. Os mais liberais, hoje exaltam o governo FHC, muito mais odiado na época do que atualmente. E assim por diante, portanto é difícil assumir qual teria sido o melhor presidente. No entanto os economistas podem ter uma forma, medindo o crescimento econômico do país, através de seu PIB [Produto Interno Bruto], satirizado no título deste texto como Produto Interno Baixo.

Uma medição do PIB [gráfico da imagem deste texto], desde o início da República Nova, com GV, mostra os resultados dos 17 presidentes que dirigiram este país, e a média de crescimento que eles geraram para o país foi de 4,91% a.a.[ao ano].

Em baixo crescimento econômico, ninguém ganhou do presidente caçado, Fernando Collor de Mello, em 1990, onde o país não obteve crescimento, e sim um decréscimo, que chegou a registrar -4,53%. Elevando-se logo mais, acima da média, com o seu vice que assumiu a presidência, Itamar Franco.

O melhor desempenho foi de 13,97% em 1973, durante o governo do gaúcho Médici, e durante todo o seu governo, a média foi de 11,43% [justamente do período que mais se tenta apagar da história brasileira].

Mas o que chama atenção no gráfico é justamente o atual governo, nos mandatos de Lula e Rousseff, tido como bom por mais da metade da população, porém apresentando crescimentos abaixo da média história. E ademais, o crescimento registrado no período da Dilma Rousseff, é o segundo pior registrado dos últimos 90 anos [desde a criação da República Nova], perdendo somente para o Collor, e perdendo inclusive para os governos da década de 80, considera a década perdida.

Claro, Dilma se defende dizendo que a queda do PIB é momentânea e prevê recuperação [http://exame.abril.com.br/economia/noticias/dilma-diz-que-queda-do-pib-e-momentanea-e-preve-recuperacao]. E quando vê que a coisa não se recupera, o melhor é mudar o discurso, para o fato de que o seu governo, trata com importância apenas relativa índices de crescimento econômico, como a expansão do PIB [http://jornaldehoje.com.br/economista-alerta-com-menor-pib-desde-collor-dilma-entregara-pais-em-recessao/].

No entanto, nem o seu mentor-mor – Lula – deixar de observar: “Obviamente o nosso PIB não é o PIB que a gente gostaria” [http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1480650-lula-diz-que-o-crescimento-do-pib-nao-e-o-ideal-mas-nao-defende-mudancas.shtml] . Nota-se que o atual governo federal teve a menor taxa de crescimento médio da era republicana, descontando o governo Collor.

Segue uma lista histórica para melhor comparação:

Médici           11,43%

Café Filho        8,30%

  1. Kubitschek   8,12%

Gal. Dutra         7,64%

Costa e Silva     7,00%

Geisel               6,70%

G. Vargas (2º)    5,63%

João Goulart      5,27%

Itamar Franco    5,00%

MÉDIA              4,91%

Sarney              4,39%

Castelo Branco  4,17%

Lula                   4,06%

G. Vargas(1º)      4,01%

Figueiredo          2,50%

FHC                  2,32%

Dilma Rousseff   1,80%

Collor                -1,26%

 

 

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