A Conspiração do Jacaré – Darwin foi mordido.

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Por Odair Deters

10/12/2013

Apesar de não me considerar um criacionista tal como o são os defensores bíblicos [para mim a linguagem da Bíblia se dá quase que totalmente nas entrelinhas – onde poucos sabem ler, não sendo a toa a existência de tipos tão distintos de igrejas], mas desde pequeno não me considerei descendente de um orangotango. Portanto o ateu materialista Darwin [um religioso mal sucedido] para mim não passou de um cara intelectualmente desenvolvido, mas responsável pela disseminação de erros esdrúxulos, perpetuados mundialmente. Desde meus tempos de escola fui questionador deste fato, queria saber afinal porque os macacos que existem hoje não viraram humanos? Quando virarão? Porque a professora de ciências que defendia o darwinismo ia nos domingos rezar na catedral? A baleia é evolução de qual animal? Não teria sido o contrário, e o macaco um fruto da involução humana? Como uma pedra que caiu do céu lá no México matou todos os dinossauros?

Seria como se daqui alguns milênios os hoje macacos que perderem os pelos, descerem da copa das árvores da selva amazônica [estamos agilizando a evolução destes ao desmatarmos as florestas], perderem a pelagem e ao passarem a raciocinar, forem pesquisar a nossa extinção, poderão associar ela a bomba de Hiroshima [1945] como causador da possível extinção, assim como hoje atribuímos a um buraco de um meteoro em solo mexicano [Apesar de comprovações de que o impacto do meteoro de Chicxulub não ter a força suficiente para provocar um efeito global].

Mas nos livros que me forneciam quando criança lá estava o meteoro matando todos os Dinos. Mas e aí o meteoro caiu e matou todos os dinossauros, mas porque só matou os dinossauros? E porque os dinossauros que viviam nos mares e nos rios também foram extintos? Todos ao mesmo tempo? Tudo bem morreram de fome, só pode, mas e todos os que os mesmos pesquisadores atribuem serem seres que conviveram com os dinossauros e sobreviveram? Exemplo às baleias, muitas espécies de peixes como o tubarão e o celacanto, alguns dinossauros que para estes pesquisadores parecem terem virado aves, o monstro do Lago Ness segundo os escoceses e os jacarés! Porque os jacarés mesmo sendo répteis não foram extintos? Porque dinossauros do tamanho de uma galinha foram extintos e os jacarés ficaram? Serás que os jacarés sobreviveram comendo os dinossauros menores? E porque os dinossauros maiores não sobreviveram comendo os jacarés? Bom, resulta que simplesmente os primos dos jacarés sumiram e eles ficaram.

A evolução ensinada nas escolinhas diz que alguns dos dinos viraram aves, que os peixes foram curtir uma praia e viraram macacos e que os macacos esqueceram o rabo em algum lugar e resolveram ser gente. Aí, começaram a construir cidades entre os rios Tigres e Eufrates, algumas pirâmides aqui e acolá, deram a luz a alguns deuses, plantaram sementinhas, criaram computadores e até um blog pra postar este texto.

E o idiota do jacaré não quis virar galinha e continuou no pântano, enquanto todos seus primos eram exterminados. O mesmo feito que aconteceu com o Jacaré das Américas [família Alligaroeidae], se passou com os crocodilos asiáticos [família Gavialidae], e com os crocodilos [família Crocodylidae], seja na África ou na Austrália. Ninguém evoluiu e ninguém sumiu. Isso não lhes parece mais um evento planejado [um extermínio racional e seletivo, bem mais eficaz que os campos de concentração dos anos 40] do que um acontecimento meramente acidental? [Mas o homem não existia naquele tempo pra planejar, e muito menos os deuses que segundo os mesmos criadores e disseminadores das ideias macaquianas-darwinistas, não passam de uma mera invenção deste].

Fatos assim me fazem crer que não foi um macaco que desdeu da árvore, perdeu parte dos pelos, virou gente, migrou para áreas frias, ficou branquinho e racional, até vir a tornar-se meu tatatata…ravô e sim que a teoria da evolução que tanto combate a religião, também nada mais é do que uma forte e virulenta religião, que ao invés do oficiar suas missas numa capela o faz num laboratório, se passou por cientifica e assim foi morar no coração da ciência, no entanto é uma hospede relaxada e deixou toda a moradia da ciência suja, pena que ousar questionar ela hoje seja meramente enquadramento religioso.

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Foi gol? Sujeitos irracionais no campo de futebol e no Mercado.

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Por Odair Deters

06/12/2013

Dois amigos, um gremista e outro colorado estão assistindo um gre-nal, os dois são fanáticos por suas equipes que nem entendem como se tornaram tão amigos, mas depois das aulas no curso de economia, das colas trocadas durante as provas e das festas em que se divertiram criaram um vinculo muito forte, mesmo um não entendendo como o outro pode gostar tanto de seu respectivo time.

Certo domingo encontram-se para assistirem uma partida, que é decisiva, e esta acontecendo na moderna Arena gremista. Quando o relógio do árbitro já está nos 45 minutos da segunda etapa e a partida está em zero a zero, resultado que é desfavorável para o Grêmio, que para manter-se na competição precisa vencer por qualquer placar, e tem a seu favor uma falta, que após ligeira cobrança é alçada para dentro da área adversária repleta de jogadores de ambas as equipes, mas onde sobressai um atacante gremista, que mergulha e de cabeça balança as redes do gol colorado, uma avalanche azul grita em comemoração, o juiz apita, porém confere na lateral e o assistente está com a bandeirinha levantada marcando impedimento.  O amigo colorado ligeiramente grita: “Impedido, impedido, não valeu, ele estava em impedimento!” Enquanto o gremista blasfema: “Roubo, isso é roubo, juiz ladrão, ele [o atacante] estava bem atrás da defesa quando a bola foi cruzada!”.

Nesta situação será que um dos torcedores estava em delírio? Enganando-se a si mesmo? Mentindo? Ou o fato de querer ver seu time vencer, lhe retira momentaneamente sua capacidade de discernimento? Como que duas pessoas olhando para a mesma cena, conseguem ter pontos de vistas tão opostos? O mesmo podemos dizer de um casal de namorados que em uma discussão, conseguem ver causas tão distintas na briga? Ou o que faz com que um partido político opte por uma forma e outro por outra para tentar resolver questões idênticas?

O mesmo fato podemos evidenciar de forma prática em um experimento universitário, em que oferecemos um lanche gratuito a algumas pessoas servido em cima de umas classes de aula emprestadas do campus universitário, que consiste em um café em um copo descartável, com alguns potinhos plásticos com colherinhas para servirem o açúcar [para aqueles que não sabem apreciar um bom café], do tipo refinado, mascavo e ainda canela, bem, bem como umas torradinhas de queijo em outro recipiente plástico adquirido em lojas de R$ 1,99. Posterior a oferecermos o lanche, consultamos quanto os degustadores estariam dispostos a pagar se fosse oferecido corriqueiramente este lanche no bloco onde estudavam e registrávamos o preço sugerido. Após esta divertida e concorrida distribuição de lanches, voltamos a repetir o experimento agora deixamos de usar as classes de aula para dispor os lanches e trouxemos uma mesa, adornada com uma bela toalha de mesa, o café embora o mesmo e servido nos mesmos copinhos, está agora em um recipiente mais aprazível, colherinhas para servir e outras para mexer os açucares e a canela, que estavam em chiques recipientes de metal e porcelana, e as torradinhas idênticas as anteriores agora ricamente dispostas em cima de belos guardanapos e ordenadas de forma a adquirirem certo requinte. E o resultado do preço que os apreciadores atribuíram e que estariam dispostos a pagar, mais do que dobra os preços oferecidos pelos mesmos produtos que foram distribuídos de forma menos pomposa. O poder da apresentação. Aqui entendemos porque além de grelhar, fritar e picar, os chefs de cozinha precisam aprender a apresentar os pratos, ou porque ninguém gosta de saber a origem da gelatina.

O mesmo acontece com o vinho, tomar vinho no copo ideal ou em um copo de massa de tomate lavado [se bem lavado], não altera em nada o sabor do produto vinífero, mas a diferença significativa observada por quem o toma é enorme.

Tempos atrás a Pepsi criou um comercial de tevê chamado “Desafio Pepsi”, o qual demonstrava que pessoas com os olhos vendados preferiam em sua maioria Pepsi, em contrapartida a Coca-Cola realizava pesquisas que diziam o contrário, então com base nisto o renomado MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts] resolveu analisar a situação. Os carinhas realizaram o mesmo teste e ao mesmo tempo faziam uma ressonância no entrevistado enquanto consumia o produto e recebia informações visuais.

Comprovou-se que regiões diferentes do cérebro eram ativadas se o entrevistado recebia junto com a bebida o nome da mesma, ou seja, quando alguém recebia um gole de Coca-Cola conjuntamente com a informação de que era Coca-Cola, o cérebro fazia associações emocionais, e pessoas que antecipadamente tinham maior preferência pela Coca, recebiam uma descarga extra na parte do cérebro relacionada às emoções, que fazia com que gostassem mais desta marca.

Quando o refrigerante era entregue sem a informação da marca a qual pertencia, ele causava em ambos os participantes a mesma relação emocional derivada do sabor do açúcar, agora quando a marca Coca-Cola e todo o arcabouço de mensagens chegavam à mente do consumidor, como: “Essa é a Real”, “Curta Coca-Cola”, “Sempre Coca-Cola” “Viva o lado Coca-Cola da vida” [alguns dos últimos slogans da Coca-Cola], estes diziam ser a Coca-Cola mais saborosa. Portanto basicamente gostamos mais da Coca-Cola graças às agências de publicidade [e neste exato momento você pode estar dizendo que prefere a Coca-Cola pelo sabor].

Então já que o refrigerante é vendido em todos os estádios, voltamos a nossa partida inicial em que os torcedores do Grêmio e do Internacional de Porto Alegre discutiam o então controverso lance. Embora ambos estivessem diante da mesma partida e do mesmo lance, cada um aplicava um olhar distinto, um enxergava o impedimento o outro enxergava seu jogador posicionado e partindo de trás da defesa adversária. Cada um foi tão martelado com ideias de torcida da sua equipe que dificilmente consegue ver além do contexto que lhe foi inserido e da ansiedade pela vitória.  Enquanto que diretamente este caso não seja nada prejudicial e sim possa ser ainda muito divertido, em outros casos os processos viciados da mente influenciam aspectos do mundo, como o conflito Palestina x Israel, como tentar convencer um judeu de que sua visão é parcial e se colocar no lugar do palestino e vice-versa, neste caso as nossas convicções são muito mais fortes, o que nos deixa parcialmente cegos da verdade.

Um fato importante e que raramente fazemos é tentarmos começar a parar e nos questionar o porquê de certas coisas, atitudes e escolhas, e sermos então menos irracionais. Mas que foi gol, foi gol!

Até o rock aqui toca diferente, tchê!

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Por Odair Deters

02/12/2013

Porto Alegre é estranha, ela é margeada por um rio, que não é rio [que é um estuário – e aí de você se não o chamar de Rio Guaíba], a rua principal é a da Praia [que não tem este nome, e nem desemboca numa praia], a Usina do Gasômetro é um lindo ponto turístico [mas não é mais um gasômetro], assim como o Parque da Redenção [que na verdade é o parque Farroupilha, e que de Farroupilha não tem nada, pela fidelidade da cidade ao governo central da época]. Bom como uma cidade nada previsível, o rock que toca por aqui não poderia seguir o padrão brasileiro, apesar de ganhar algum que outro destaque no cenário nacional, a maioria das bandas nasce, morre, mescla, renasce e segue por aqui, dentro daquele conhecido contexto de que o centro do Brasil sempre refuta o que sai do Sul, exceção se ocorrer a perda das características sulinas como ocorreu com: Xuxa, Elis Regina, Renato Portaluppi, Ronaldinho Assis…mas para nós estes também deixaram de serem gaúchos [a perda deles foi maior].

Apesar de certo anonimato além das fronteiras do mate quente e da carne assada, muitas bandas gaúchas de rock conseguiram se firmar no estilo musical daqueles que gostam de um rock mais britânico [e muito bom]. Apesar de não ter nenhuma grande diferença, o rock gaúcho possui algumas características semelhantes que possibilitam diferenciar não apenas pela região de origem dos grupos, mas por terem uma influência mais nítida do rock inglês e do rockabilly, podendo ainda aparecer juntamente com a música nativista [uma criação que só poderia ser de um Deus com espora e mango].

Em resumo, em 1967 se formou a banda Bixo da Seda,[inicialmente chamada Liverpool] onde surgiu o termo “rock gaúcho”. Nos anos 70 e 80 o cenário se pulverizou em várias bandas como Garotos da Rua, Taranatiriça, Os Replicantes, Engenheiros do Hawai, Bandaliera, DeFalla, Graforréia Xilarmônica, Kleiton & Kledir, TNT, Os Cascavelletes, Wander Wildner e Nenhum de Nós, e seguiu nas décadas seguintes com: Cidadão Quem, Ultramen, Bidê ou Balde, Cachorro Grande,  Vera Loca, Tenente Cascavel, Tequila Baby, Alemão Ronaldo, Acústicos & Valvulados, Papas da Língua, Hangar, Duca Leindecker, Júpiter Maça, Massa Crítica e Sombrero Luminoso, entre outras. Seja pela inteligência ininteligível das letras dos Engenheiros do Hawai ou pela doce melancolia jovem do Nenhum de Nós, cada uma de uma forma ou outra, deixou sua contribuição para diferenciar o rock deste pago.

Existem os críticos que dizem que as bandas gaúchas por viverem em um universo paralelo chamado Porto Alegre, seguem, portanto apenas um circuito restrito a este universo, chamado de Garagem-Ocidente-Opinião, que funcionaria mais ou menos assim: no inicio da carreira eles fazem shows para os amigos e outros poucos loucos no Garagem Hermética, depois para seus amigos e uns loucos convidados por estes no Ocidente e pra finalizar conseguem uma participação no Opinião [os 3 são casas de shows em POA]. O caminho parece curto, e o sucesso moldado por estar trocando na rádio Atlântida FM e deixar de aparecer unicamente no programa Radar da TVE [Existe ainda? Ou como cantou Humberto Gessinger, ‘Tchau Radar”] e passar a ter algumas participações em alguns programas da judaica RBS, como o Patrola ou no outro canal do grupo, um pouco menos global: TVCOM.

Será que só habitantes deste estranho Continente [Continente de São Pedro = Rio Grande do Sul] percebem e admiram este estilo de rock no Brasil? Será que o bairrismo daqui é muito forte, a ponto de não encontrarmos outro estilo que combine tão bem com um barzinho, uma boa cerveja, a companhia dos amigos e uma paquera do que o rock gaúcho. Ou todos os demais brasileiros estão novamente errados e nós certos?