Como Ganhar dinheiro

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Por Odair Deters

 25/07/2011

Como jovem estudante de economia, já fui muitas vezes abordado por amigos com a seguinte pergunta: O que fazer para ganhar dinheiro? Soubessem eles que eu mesmo estou constantemente me fazendo à mesma pergunta, eis que resolvi parar pra pensar um pouco, e tentar responder esta pergunta.

Enquanto sorvia uma cuia de mate, analisando os côncavos deste assunto, dei-me conta que parecia que a pergunta estava sendo feita de forma errada. Eu deveria perguntar: O que eu adoro fazer e faço com corpo, mente e alma?

Notei que as pessoas que conheci e que posso definir como bem sucedidas, na sua grande maioria, fazem o que adoram e o fazem de forma apaixonada, e a realização disto ás faz se completarem.

Assim, sei de histórias de pessoas próximas, como a de um vendedor de porta em porta que começou com empenho a vender malhas, e construiu uma malharia, e nota-se nele a determinação e o amor empregados, como resultado ele muda seu padrão de vida de forma invejável. Outra de uma senhora que por necessidade resolveu fazer seus deliciosos docinhos para vender, dedicou-se ao dom que era apenas apreciado por amigos e familiares até aquele momento, e a partir disto, cria uma importante marca de doces artesanais e altera também completamente seu padrão de vida.

Ao realizarem o que gostam, estas pessoas cativam seus clientes que continuam comprando seus produtos à vida inteira. E assim, ao serem seu próprio produto, elas estão aptas a reagirem às mudanças que ocorrem.

Porém vejo alguns dizerem, economistas estão à frente de grandes empresas, ou mais comum ainda, estudar medicina é o que dá dinheiro. Dependem, meus caros!

Posso relacionar aqui muitos empresários que sem o ensino fundamental dão show de empreendedorismo, adaptabilidade, resiliência e tudo mais, e ainda ganham sucesso e fortunas que médico algum neste país consegue alcançar. Não viram recentemente um metalúrgico aposentado precocemente ser presidente do Brasil.

O que difere um empresário sem diploma da academia de um formando em medicina? É fazer o que gosta!

Mas descobrir um nicho de mercado, abrir um negócio altamente rentável, ou aplicar na bolsa de valores, tudo isto não dá dinheiro? Mais uma vez eu digo: Depende! Pra quem faz o que gosta, eu não tenho a menor dúvida, mas quem entrou pelo dinheiro o resultado será sempre oscilante ou medíocre.

Faça aquilo que você ama e ligue isto às oportunidades, ainda mais neste mundo digital, onde alguém em algum lugar está procurando o que você tem a oferecer. O dinheiro virá como uma conseqüência e nunca como uma causa.

O agouro de um futuro economista

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Por Odair Detes

22/07/2011

É comum ouvirmos previsões de economistas a longo prazo, principalmente baseadas na prevalência de erros já cometidos, no entanto muitos economistas com importantes canudos estão começando a desenhar uma economia não ajustável como outrora e um mundo não tão redondo, vista as atuais grises de impacto mundial ou mesmo o eminente andar da carrugem que conduz a estabilidade mundial.

Embora pontes frágeis podem levar anos para desabar, deviamos estar mais acordados para os riscos, pois os eventos culturais e econômicos se atropelam cada vez mais rápido.

Se os grandes economistas com suas previsões sem nexo e asseguradas num não sei o que da academia conseguiram deixar brechas enormes e evidentes, porque não eu um aspirante a economista possa vir a jogar as minhas quem sabe agourentas previsões futurísticas.

Do tipo ao qual eu vivo a insistir que com o enorme déficit estadunidense e sua emissão descontrolada de dólares, fará com que esta moeda entre para a história após ruir, suas notas servirão para ascender fogueira, e no mesmo compasso o ouro vai continuar valendo cada vez mais, e será a melhor reserva de valor.

Estas grandes S.A.s atualmente carregadas de dívidas, e hoje vistas como eficientes e exemplares empresas vão desaparecer. Porém a tecnologia vai continuar nos surpreendendo, teremos pequenos metrôs urbanos nas grandes cidades, evitando os congestionamentos, os tetos solares serão comuns, áreas como estacionamentos não serão disperdiçadas como simples estacionamentos, seus tetos gerarão energia.

Provavelmente teremos mais escolinhas de idiomas ensinando o velho mandarim, a religião não deixará de existir, e os extremados continuarão. Liberdade só acharemos que teremos.

O dinheiro papel deixará de existir, valendo apenas em alguns pequenos países ruídos econômicamente em contrapartida o cartão de crédito não será só de crédito, vai ser documento de identidade, previdência(se esta existir), controle de vacinas contra as pandemias biológicas. Aliás existirão muitas pandemias só que agora também tecnológicas.

O implante de chips vai virar moda, os pais que hoje tem medo de perder seu pequeno filho e lhe dão um celular, farão com que amanhã estas crianças implantem chips em seus filhos para não os perderem. A sociedade amedontrada será transformada, e ao redor de fontes de água, existirão pequenas comunidades auto-sustentáveis, que serão tratadas meio que como rebeldes.

A ONU buscará ampliar seu exército internacional de paz, e que será cada vez mais coercitivo. E existirão muitos controles, cuidado isto é homofobia, cuidado isto é nazismo, cuidado isto é racismo, cuidado isto é xenofobismo, cuidado, você não pode ter opinião própria.

Muitos dos erros atuais veremos como acertos que não valorizamos, e muitos dos atuais heróis dar-se-emos conta que foram anti-heróis.

Aqueles que balançam a cabeça com tanto pessimismo, deviam ler Nassim Taleb, um dos nomes mais conceituados entre os atuais megainvestidores, que acertou a crise estadunidense de 2008, o pai do cisne negro, que administra fortunas apostando na eminência de desastres, caminha na mesma sintonia deste agourento.